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A Polícia (leia-se no plural) dos EUA é bem desconhecida no Brasil, assim como o conceito SWAT (acredite: há pessoas que ainda pensam que SWAT é uma só!).

Para que se compreenda bem o assunto, volto no tempo em que comecei a levar Policiais brasileiros para aquele país irmão com o propósito de ter Cursos por lá.

Comecei em 1994 (sim, sou pioneiro entre tantos que hoje efetuam tal processo; e tive a sorte de não me associar a ¨trambiqueiros¨), inicialmente na Florida e, posteriormente, estendi meus trabalhos para a California, onde consegui, novamente, me ligar a um grupo sério. As razões para efetuar tais Cursos fora do Brasil?

Ora, são várias; e as principais dizem respeito à possibilidade de constante atualização, utilização de armamento geralmente não encontrado em nosso País (nas mãos de gente de bem, claro) e o custo da munição por lá.

Obviamente as outras vantagens a isso conectadas envolvem o conhecimento de uma nação diferente (para abrir a cabeça, conforme muitas vezes ouvi de alunos) e, claro, os costumes inerentes a ela.

Tudo isso para explicar como é que tomei conhecimento de como funcionava o sistema de Agências de Law Enforcement, pois corria o ano de 1999 ou 2000, não me lembro bem; e ao verificar com meu Instrutor-Chefe na Florida, Ward Stanley, a programação da semana que se iniciaria, já que ele teria que se ausentar por uns dias e era importante que eu soubesse ¨os ondes e os quens¨ relativos ao Curso, i.e., quais seriam os locais e os Instrutores, perguntei a ele quem daria a aula referente ao assunto Organização Policial Norte-americana; e a resposta foi ¨-Você, claro! Afinal, já há alguns anos você vem traduzindo essas e as outras preleções e creio que você já sabe o suficiente para levar essa matéria adiante¨. Isso era verdade, já que, ao se estar constantemente traduzindo para os grupos, acabei absorvendo a maioria dos conceitos dados em classe e em campo.

Foi assim que acabei por me tornar, quase obrigatoriamente - mas com muito orgulho - responsável por aquela Cadeira em muitos dos Cursos que estavam por vir, começando por aquele em questão. Notem, ainda, que efetuar um bom trabalho de tradução, em um campo de alta segmentação como aquele, requer não somente o pleno conhecimento das duas línguas, mas também o domínio de jargões tipicamente Policiais/Militares e, sem dúvida, pleno entendimento de como se desenrolam os procedimentos relativos ao que era dado em sala de aula. Em outras palavras, Instrutores e eu já ¨tocávamos por música¨ e às vezes bastava que os primeiros iniciassem um tópico para eu saber o que viria a seguir, em muitas ocasiões nem havendo a necessidade de eles continuarem explicando - a não ser quando alguma novidade teórica ou prática surgisse em função da evolução de parâmetros (um exemplo bem marcante disso é o quase abandono do deslocamento lá conhecido como ¨Groucho¨ - algo que explicarei em outro capítulo quando for discorrer sobre Grupos de Operações Especiais.

Já acostumado com as constantes perguntas dos Instruendos, notadamente aquelas referentes a jurisdição, salários dos profissionais da Lei, escolha de armamento e outras tantas, acabou por ser uma tarefa razoavelmente fácil; e dela me desempenhei todas as vezes em que fui recrutado para tal. Logicamente, busquei me desenvolver ainda mais no assunto, me base constante de aprimoramento, e adotei a prática de fazê-lo quase sempre em comparação com aquilo que observamos aqui no Brasil.

Brevemente retornarei às páginas deste blog para continuar com esse empolgante e praticamente desconhecido assunto.

Aguardem!

Por: Lincoln Tendler 06/08/2017


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